Quando construímos uma casa, não fazemos apenas uma construção mas sim edificamos um lar. Olha só que expressão usei: edificamos um lar. É porque é sério assim: edificar um lar.
Só que não costumamos acreditar quando as pessoas nos dizem da dificuldade que é fazer essa tarefa. Vem as decisões a tomar, o dinheiro a gastar, as divergências de opiniões entre as pessoas envolvidas. Isso não envolve apenas marido e mulher (deveria já que são os dois que vão morar ali). Envolve marido, mulher, engenheiro, arquiteto, filhos, pedreiro e até os parentes e vizinhos veem dizer o que está errado e como deveria ser feito. Cada um desses tem uma opinião totalmente diferente que é a única correta para construir. 
Finalmente a casa está pronta, você deve começar a colocar os móveis dentro dela. Começa o segundo calvário: o marido quer uma coisa, a mulher quer outra, o arquiteto quer outra, os filhos querem outra. Se um dos filhos é arquiteto então…. aí sim é pior ainda porque além de querer dar palpite como filho acha que os pais tem a obrigação de fazer o que eles querem e mais ainda: de esperar sua boa vontade em fazer o projeto quando ele tiver tempo.
Quando quem vai pagar a conta não é quem está cuidando da obra tem mais um problema: essa pessoa acha que qualquer valor gasto é demais e que todo o custo é alto demais para seu bolso. Que está sendo usurpado em suas finanças.
Alguém me diga: essa situação é clássica ou será que é isolada?

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